
Yóga e Yôga por Ronaldo José Corrêa
Percebo um número crescente de pessoas aderindo à ortodoxia tangente à pronúncia da palavra yoga, na sua origem com o o fechado. Enquanto veteranos na prática de yoga são despreocupados em relação a isso, pessoas que levemente se esbarram na yoga assumem a postura inflexível: Não é yóga! É yôga!.
Minha fisioterapeuta, por ter sido admoestada com a frase acima quando disse a alguém a palavra yoga com o o aberto, perguntou-me a respeito, num tom que parecia desejar um abono pelo seu pecado prosódico.
A meus ouvidos é agradável o som da palavra em qualquer das duas pronúncias. Simpatizo com a duas formas. E antipatizo com a rigidez em ter de pronunciar somente com o o fechado, não aceitando a outra pronúncia.
Justifico isso dizendo que o que realmente importa não é a pronúncia do nome do remédio, mas sim tomar o remédio. Enquanto alguns se esmeram na pronúncia do nome do remédio, eu me esmero em o remédio tomar.
Seu eu tiver uma dor de cabeça e alguém me der algo para tomar e a dor desaparecer, eu não vou me preocupar se o que eu tomei foi um rêmédio ou um rémédio.
Se um cardíaco praticar uma postura invertida como a bananeira, terá sérias complicações de saúde, independentemente de ele dizer que praticou uma postura de yóga ou yôga.
Portanto, fecundo é praticar yoga. Não é falando yôga que vamos auferir dos seus efeitos.
Namastê (Deus em mim saúda Deus em você)
Ronaldo José Corrêa
Professor de Yoga em Jaguariúna-SP
Dúvidas, sugestões ou interesses comuns, escreva-me.
Criado em 2001. Atualizado em 2011.